Visitantes

terça-feira, 27 de abril de 2010

Propagação da Manga


PRODUÇÃO DE MUDAS DE MANGA


ESCOLHA DO PORTA-ENXERTO

A escolha dos porta-enxertos varia de uma região para outra e depende da disponibilidade de sementes. As cultivares poliembriônicas, que geram duas ou mais plantas de uma única semente, são as mais indicadas por induzirem maior vigor à muda.

SELEÇÃO DE PLANTAS MATRIZES

As plantas matrizes, fornecedoras de garfos e borbulhas para enxertia, devem ser selecionadas previamente.

Características essenciais para uma boa aceitação comercial: alta produtividade; pouca ou nenhuma alternância de produção, isto é, um ano produz muito, outro produz pouco; resistência ou baixa suscetibilidade ao ataque de pragas e doenças; coloração externa do fruto atraente; aroma e sabor agradáveis; polpa de boa consistência e não fibrosa; semente pequena, em torno de 10% do peso total do fruto.

PREPARO DA SEMENTE

A semeadura deve ser feita o mais cedo possível, a fim de se obter maior percentagem de germinação e porta-enxertos mais vigorosos. Os frutos devem ser colhidos "de vez" ou maduros. Efetua-se o descascamento, a retirada da polpa, a lavagem das sementes e a secagem à sombra. Com o auxílio de uma tesoura de poda, extrai-se a casca que envolve a amêndoa.

ÉPOCA DE SEMEADURA

No Brasil a semeadura é feita entre os meses de outubro e março.

A sementeira deve ser localizada, de preferência, em terreno plano, fértil, solto e profundo. O local deve ser arejado, protegido contra ventos, e estra próximo a um manancial de água.

PREPARO DO TERRENO

Com uma enxada ou arado, revolve-se o solo até a profundidade de 20cm. Dez a quinze dias depois, quebram-se os torrões, retiram-se os restos de raízes, tocos e pedras existentes. A terra da superfície da cova é misturada com 10 a 20 litros de esterco de curral bem curtido, 1000g de calcário, 500g de superfosfato simples e 100g de cloreto de potássio. Lança-se dentro da cova metade da terra misturada, e sobre esta acomoda-se a muda, uma vez removido o envoltório de plástico. Coloca-se a muda de tal modo que fique com seu colo ligeiramente acima do nível do terreno. A outra metade da mistura é utilizada para completar o enchimento da cova.

PREPARO DA SEMENTEIRA

Em geral, os canteiros são feitos com as dimensões de 10 a 20m de comprimento por 1,20m de largura e 15cm de altura. Entre eles deve ficar um espaço livre de 50cm de largura.

FORMAÇÃO DA MUDA

Enxertia - O êxito desta operação depende de: a afinidade entre o porta-enxerto e o enxerto; a época do ano, relacionada com as condições fisiológicas do garfo ou borbulha (gema, "olho") e do porta-enxerto; condições climáticas, etc.

Época de Enxertia - A mangueira pode ser enxertada durante o ano todo. Deve-se evitar os períodos chuvosos, uma vez que esta condição reduz sensivelmente a percentagem de pegamento, dando-se preferência aos dias e horários pouco ensolarados.

Métodos de Enxertia - Os principais são: Garfagem, Garfagem no topo em fenda cheia, Garfagem à inglesa simples ou bisel, Garfagem lateral, Borbulhia, Borbulhia em "T" invertido, Borbulhia em escudo, Borbulhia em placa retangular.

-
Garfagem - Os garfos ou ponteiros devem ser colhidos maduros, provenientes de ramos da estação anterior, sem apresentarem danos causados por pragas ou doenças. Devem ser redondos, não angulares, e estar mudando da cor verde para o verde cinza, com a gema apical ou da ponta bem entumescida. Os garfos são preparados quando ainda presos à árvore. O tratamento consiste em eliminar suas folhas duas semanas antes de retirá-los da árvore, com a finalidade de forçar o entumescimento das gemas e acelerar o pegamento após a enxertia.

-
Garfagem no topo em fenda cheia - Este método é um dos mais empregados e com amplas possibilidades de êxito na enxertia da mangueira. É importante que o porta-enxerto esteja em boas condições vegetativas e que seu diâmetro, em torno de 1cm, seja igual ou bem próximo ao do garfo. Com uma tesoura de poda corta-se o porta-enxerto na região onde será feita a enxertia, que geralmente fica a 20 cm acima do solo. A seguir, com um canivete afiado, efetua-se um corte vertical até a profundidade de 3 a 4cm, abrindo o porta-enxerto ao meio. Após a colheita do garfo com 15cm de comprimento, fazem-se, de cada lado de sua extremidade inferior, duas incisões em forma de cunha, com aproximadamente 3 a 4cm de comprimento. Em seguida com o auxílio de lâmina do canivete, abre-se um pouco a fenda do porta-enxerto e introduz-se a cunha do garfo. Feito isto, ata-se a zona de união com fita de plástico de 2cm de largura e 20 cm de comprimento. Finalmente, cobre-se o enxerto com um saquinho de plástico transparente, amarrando levemente sua extremidade inferior.

- Garfagem à inglesa simples ou bisel - Efetua-se, no porta-enxerto, um corte em bisel, de baixo para cima, com 3 a 6cm de comprimento, a uma altura de 20cm do nível do solo. O garfo colhido maduro, com o mesmo diâmetro do porta-enxerto, é cortado também em bisel, devendo ter de 15 a 20cm de comprimento, com as gemas apicais bem entumescidas, em aparente estado de repouso e próximas a brotar. Procede-se à justaposição das superfícies cortadas do porta-enxerto e do garfo. A zona de união deve ser amarrada firmemente com fita de plástico. Após isto, procede-se como no método da garfagem anterior.

-
Garfagem lateral - Neste caso, são utilizados porta-enxertos com seis a doze meses de idade, e que tenham, pelo menos, 1cm de diâmetro, e garfos maduros com diâmetro igual ou bem próximo ao do porta-enxerto. Na extremidade inferior do garfo com 10cm de comprimento, faz-se um corte inclinado de 3 a 5cm de comprimento. No outro lado dessa mesma ponta, faz-se outro corte inclinado, bem menor, decepando casca e lenho, de modo a formar uma pequena cunha destinada a fixar o garfo no talho feito no porta-enxerto. À altura de 20cm do caule do porta-enxerto efetua-se um corte vertical de cima para baixo, ligeiramente inclinado, com aproximadamente 5 a 7cm de comprimento. Próximo à base do corte aprofunda-se um pouco mais este último, de modo a permitir destacar uma porção de casca aderida ao lenho. Um entalhe transversal, de forma de lingüeta, é feito na base do corte vertical, onde a parte inferior da cunha do garfo é apoiada. As superfícies cortadas do porta-enxerto e do garfo são postas em contato, de tal forma que haja coincidência na justaposição das partes, pelo menos em um dos lados.

-
Borbulhia - A principal vantagem deste método é a economia de material. Com uma porção terminal do ramo podem-se obter cinco ou mais enxertos. Os ramos mais jovens, com cerca de três meses de idade, apresentam condições mais satisfatórias para obtenção de borbulhas. Verificar, por ocasião da enxertia, se a borbulha está colocada na posição correta, ou seja, com a gema situada acima da inserção do pecíolo (cabinho) foliar.

-
Borbulhia em "T" invertido - Faz-se um corte vertical de 3 a 5cm no porta-enxerto, a uma altura de 20cm do nível do solo, utilizando um canivete bem afiado. Um segundo corte, de forma horizontal é feito na base do vertical, formando um "T" invertido. Faz-se uma incisão com um golpe firme do canivete e retira-se a gema. O próximo passo é a inserção do escudo com a gema no porta-enxerto. Com a extremidade cega do canivete de enxertia levanta-se, cuidadosamente, a casca de cada lado da incisão vertical e se introduz o escudo embaixo dela, empurrando-o para cima. A borbulha é protegida totalmente, e amarrada com firmeza ao porta-enxerto com uma fita de plástico.

-
Borbulha em escudo - A única diferença entre este método e o anterior é que, neste, retira-se um escudo do caule do porta-enxerto com as mesmas dimensões do escudo retirado do enxerto, com 3 a 5cm de comprimento. No porta-enxerto, o corte é realizado de baixo para cima, cortando a casca com um pouco de lenho. Deve-se ajustar bem o escudo do enxerto ao porta-enxerto, de tal modo que seus tecidos cambiais (casca) estejam em contato. Amarra-se firmemente a borbulha enxertada, com uma fita de plástico e em seguida, procede-se como no método anterior.

-
Borbulha em placa retangular - Consiste, basicamente, em retirar do porta-enxerto uma placa retangular da casca, com aproximadamente 3cm de comprimento por 1,5cm de largura. Com um canivete, fazem-se dois cortes horizontais no caule do porta-enxerto até atingir o cerne, ou parte dura, distanciados 3cm com 1,5-2cm de comprimento. Realizam-se dois cortes verticais ligando as extremidades dos cortes horizontais. Da retirada da casca resulta uma abertura retangular com o cerne de cor branca à vista. Escolhe-se uma gema sadia no enxerto fazendo-se um corte retangular com as mesmas dimensões do corte feito no porta-enxerto. Para retirar a borbulha, deve-se enfiar a lâmina do canivete em um dos cortes verticais fazendo-se com cuidado uma leve pressão lateral para que o retângulo cortado com a gema de destaque do cerne. Após a operação, a placa é coberta com uma fita plástica.

ADUBAÇÃO

Incorporam-se 5 a 10kg de esterco de curral, 100g de superfosfato simples e 50g de cloreto de potássio, a cada 10m lineares. Em substituição ao esterco de curral podem ser usados 5 a 10kg de esterco de aves ou 1 a 2kg d e torta de mamona.

TRATOS CULTURAIS

Para obter mudas bem formadas e sadias faz-se, periodicamente, a eliminação manual da vegetação nativa, a escarificação (afofamento) do solo e a irrigação (durante o verão, pelo menos uma vez ao dia). O florescimento e a época de produção da mangueira podem ser antecipados artificialmente, mediante o uso de algumas substâncias químicas.

O produto mais usado com essa finalidade é o nitrato de potássio nas dosagens, de 1% a 8%. Embora apresente boa eficiência em todas essas dosagens, as de 2% a 4% são as mais utilizadas. Dissolve-se o produto em água e adiciona-se á solução um espalhante adesivo. Tem-se usado também o nitrato de amônio na dosagem de 1,5%, obtendo-se bons resultados sobre a indução floral, além de se evitar o problema de queimaduras das folhas. O etefon tem sido empregado em concentrações de 200 a 2.000ppm, podendo as dosagens mais altas causar desfolha. Mais comumente utiliza-se a dose de 200ppm e pode-se repetir a aplicação uma ou duas vezes, a intervalos de uma a duas semanas. Nos plantios irrigados pode-se usar o estresse hídrico para forçar a floração, ou seja, a suspensão da irrigação um a dois meses antes da época desejada para o florescimento.

TRATOS FITOSSANITÁRIOS

Pode ocorrer, na sementeira, o ataque de doenças (como a antracnose e o oídio), de ácaros e insetos. Neste caso, efetuam-se pulverizações com fungicidas, acaricidas e inseticidas.

DOENÇAS DA MANGUEIRA

1)Antracnose

Sintomas - nas folhas novas a doença causa pequenas manchas arredondadas, de coloração marrom, causando deformação da folha que fica retorcida, necrosada e com rupturas na área lesionada. No raque da inflorescência e suas ramificações aparecem manchas de coloração marrom escura, profundas e secas. Os frutos menores tornam-se manchados e caem antes de completar a maturação fisiológica. Nos frutos maiores as manchas são negras, deprimidas, às vezes, com pequenas rachaduras.
Controle - Maior espaçamento; podas leves; podas de limpeza; instalação de pomares em regiões com baixa umidade e indução de floração para produção em épocas desfavoráveis ao patógeno, pulverizações quinzenais de Benomil a 0,03% e semanais com Mancozeb a 0,16% ou Captafol a 0,25%. As pulverizações devem ser feitas desde o início do florescimento até que os frutinhos estejam formados.

Seca da Mangueira

Sintomas - Secamento parcial ou total da copa da árvores; provoca a morte das plantas em qualquer idade. Normalmente observa-se um ramo seco, como se tivesse queimado pelo fogo.
Controle - Eliminação das plantas doentes, eliminação do galho afetado 40 cm abaixo da região de contraste dos tecidos sadio/doente, desinfestação da ferramenta utilizada para as podas com uma solução de Hipoclorito de sódio a 25, proteção das partes cortadas com o pincelamento de uma pasta feita com fungicida à base de cobre.

Oidio

Sintomas - As folhas, inflorescências e frutinhos novos ficam recobertos por um pó branco acinzentado; nas folhas novas causa deformações, crestamento e queda e nas folhas velhas e nos frutos desenvolvidos ocasionam manchas irregulares.
Controle - O controle químico é o mais recomendado - Tiofanato metílico, Dinocap, Oxitroquinox e os fungicidas à base de enxofre. A recomendação mais econômica e que tem surtido bons efeitos é a de três aplicações de enxofre em polvilhamento: antes da abertura das flores, após a queda das pétalas e no pegamento dos frutinhos.

Colapso interno do fruto

Sintomas - Ocorre o amolecimento da polpa, às vezes, com separação da casca. Como medida de controle, colhe-se o fruto "de vez". Efetuar calagem e, se necessário, aplicar cálcio complementar.
Controle - eliminação dos ramos e panículas infectadas. Fazer pulverizações com produtos à base de enxofre.

Podridão de frutos

Sintomas - Inicia-se no ápice do fruto que se torna marrom passando a preto oliváceo. Tratamento de pré-colheita - quinze dias antes da colheita os frutos devem receber pulverizações preventivas de Benomil a 0,03% ou Oxicloreto de cobre (2,8 g i.a./1) mais um espalhante adesivo.

Mancha angular

Sintomas - A doença é causada por uma bactéria. Nas folhas, causa manchas angulares delimitadas pelas nervuras de coloração parda-escura e envoltas por um halo amarelo. Com o tempo, as áreas lesionadas caem deixando a folha com vários orifícios. Nos ramos causa murchas e seca. Nas inflorescências causa grandes lesões negras e alongadas nos eixos primários e secundários com rachaduras dos tecidos. As lesões nos frutos racham e observa-se uma acentuada queda de frutos.
Controle - Em regiões em que a bactéria atua severamente, as pulverizações devem ser preventivas durante o fluxo de vegetação e no florescimento e intervalos quinzenais. Os melhores produtos tem sido oxicloretos de cobre mais óleo mineral, aplicados nas horas menos quentes.

Malformação vegetativa e floral

Sintomas - É uma anomalia de causa desconhecida, que afeta as inflorescências e as brotações vegetativas da mangueira. O sintoma característico da malformação floral é a aparência que a inflorescência adquire de um cacho compacto, com o eixo primário e as ramificações secundárias da panícula mais curtas. A gema floral se transforma em vegetativa e sobrevém um grande número de pequenas folhas e ramos. As mudas e plantas afetadas por esta anomalia tem o seu crescimento retardado, pode levar a perda total da produção.
Controle - Pulverizações preventivas com produtos à base de enxofre molhável e quinomethionate, nos períodos favoráveis ao aumento das populações (épocas secas e de escassa precipitação).

Murcha de esclerócio

Sintomas - Esta doença, causada por um patógeno de solo, o corre esporadicamente em sementeiras, causando murcha inicial, secamento e morte das plantinhas. Quando existe excesso de umidade, a doença pode causar a perda total dos porta-enxertos de uma sementeira. O primeiro sinal da doença é um micélio cotonoso aéreo, bastante branco, que recobre a área do caule mais próximo ao solo. Posteriormente, o micélio vai se tornando marrom e nota-se os pontos escuros redondos como sementes de couve que permanecem aderidos ao caule ou na superfície do solo. As plantas começam a murchar, os tecidos do caule tornam-se túrgidos e morrem uma semana após o início do ataque.
Controle - suspender a água de rega e fazê-la de maneira mais racional, até deixando a sementeira sofrer stresses da seca, prover a sementeira de sistemas de drenagem; evitar o uso de irrigação por inundação, pois a água carrega os escleródios de uma área para a outra. O Controle químico pode ser feito utilizando-se produtos à base de Penta-cloro-nitrobenzeno ou Bicloreto de mercúrio (1:2.000), em rega sobre o solo da sementeira.

PRAGAS DA MANGUEIRA

Moscas-das-frutas, broca da mangueira, ácaros, lagartas, cochonilhas, tripes, formigas cortadeiras, bicudo da semente da manga, cigarrinha e besouro amarelo.

Moscas-das-frutas - Os adultos da mosca-das-frutas do gênero Anastrepha medem em torno de 7mm. Seu tórax é marrom, podendo apresentar três faixas longitudinais mais claras. Os ovos, de cor branca leitosa, são introduzidas pelas fêmeas abaixo da casca dos frutos, de preferência ainda imaturos. No ponto onde a mosca deposita seus ovos pode ocorrer contaminação por fungos ou bactérias, o que resulta no apodrecimento local do fruto.

Controle - Medidas culturais, monitoramento, controle biológico, controle químico, resistência varietal, técnica do inseto estéril, tratamento pós-colheita e tratamento hidrotérmico.
Tratamento Hidrotérmico - O tratamento hidrotérmico em manga visa o controle de moscas-das-frutas após a colheita e vem sendo efetuado pelos exportadores brasileiros desde 1991. O método consiste na imersão dos frutos em água a 46 °C por um tempo de 75 e 90 minutos para frutos com pesos máximos de 425 e 650g, respectivamente. Essa tecnologia foi aprovado pelo United States Departament of Agriculture - USDA em 1989, com base em dados de pesquisa com as espécies de moscas-das-frutas de importância quarentenária.
Medidas culturais - Eliminação dos hospederios alternativos (carambola, ciriguela, cajá, etc), retirada dos frutos infectados caídos no chão, para evitar que as larvas os deixem para empupar no solo.

Cochonilhas - A Essa praga suga a seiva de todas as partes verdes da planta, causando queda de folhas, secamento de ramos e o aparecimento de fumagina, em geral, provocando maiores danos em pomares com um a três anos de idade.

Controle - pulverização de óleo mineral misturado a um inseticida fosforado, evitando-se a aplicação nas horas mais quentes do dia e no período de floração.

Broca da mangueira - A larva do inseto penetra na região entre o lenho e a casca, abrindo numerosas galerias. É um besouro muito pequeno, de coloração castanha, medindo na fase adulta 1mm. Suas larvas são brancas; seu ciclo de vida tem a duração máxima de 30 e mínima de 17 dias. A progressão do ataque se faz dos ramos mais finos em direção ao tronco.

Controle - medidas culturais e controle químico.
Medidas culturais - Proceder ao corte e destruição (queima) de todos os ramos brocados ou secos. Evitar que as plantas sejam submetidas a estresse hídrico e nutricional prolongados.
Controle químico - Pulverizar os ramos e troncos afetados com parathion methyl; fazer a pulverização preventiva (com parathion methyl) das mudas a serem transplantadas, por ocasião do transplante do viveiro, até que recuperem a turgidez.

Ácaros - Há registro de várias espécies de ácaros das famíliasTetranychidae e Eriophydae responsáveis por danos causados em folhas e gemas de mangueiras em pomares comerciais. O ácaro da malformação (Eriophydae) provoca a morte das gemas terminais e laterais, formando superbrotamento. A planta apresenta-se raquítica e com a copa mal estruturada.

Controle - monitoramento, medidas culturais e controle químico.
Monitoramento - Os ácaros não são visíveis a olho nu. Manchas marrons ou pretas nas brácteas, na base dos botões florais, são os sinais de sua presença.
Medidas culturais - Podar e queimar os ramos com sintomas de malformação; nos viveiros, descartar e destruir as mudas com superbrotação.
Controle químico - Proceder à pulverização preventivas com produtos à base de enxofre molhável e quinomethionate, nos períodos favoráveis ao aumento das populações (épocas secas e de escassa precipitação).

Lagartas - a mais freqüente é a conhecida como bicho-de-fogo, sussuarana ou taturana.

Controle - monitoramento, medidas culturais e controle químico.
Monitoramento - Os ramos e as folhas devem ser periodicamente observados.
Medidas culturais - Os casulos aderentes aos ramos e troncos das árvores devem ser destruídos no caso de grande infestação.
Controle químico -Em condições normais não é necessário; nas grandes infestações, pulveriza-se com os produtos indicados para a cultura.

COLHEITA

A mangueira, quando enxertada e conduzida de acordo com os requisitos técnicos exigidos pela cultura, inicia a frutificação no segundo ano após o plantio. Mas a produção econômica ocorre só a partir do quarto ano. É importante evitar ferimentos na casca e pancadas nos frutos, acondicionando-os cuidadosamente em caixas. Estas devem ser mantidas à sombra.

Nenhum comentário:

Postar um comentário